
O perfeccionismo é um traço de personalidade que frequentemente oscila entre um impulso positivo e uma fonte de sofrimento. Em um estudo recente publicado na Research, Society and Development (2021), foi realizada uma revisão integrativa da literatura para investigar a relação entre o perfeccionismo e psicopatologias, incluindo depressão, ansiedade, transtornos alimentares e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Neste artigo vamos falar mais sobre esse estudo e suas conclusões, vamos lá?
O artigo descreve o perfeccionismo como um traço multifacetado, dividido em dois grandes eixos:
o perfeccionismo adaptativo e o perfeccionismo desadaptativo.
O perfeccionismo adaptativo pode ser uma força motivadora, levando os indivíduos a perseguirem seus objetivos com determinação e foco.
No entanto, o perfeccionismo desadaptativo se caracteriza por um padrão de expectativas irreais, autocrítica severa e uma busca incessante por padrões inatingíveis.
Esse último tipo tem sido associado a um risco elevado de desenvolver transtornos mentais.
O estudo identificou uma correlação significativa entre o perfeccionismo e várias psicopatologias. Entre os transtornos mais associados estão:
O estudo revela que os efeitos do perfeccionismo desadaptativo não são apenas emocionais, mas também comportamentais. Esses indivíduos tendem a se isolar socialmente por medo de serem julgados ou por não conseguirem atingir as expectativas que eles acreditam que os outros têm sobre eles.
Além disso, a autocrítica constante pode levar à exaustão mental e ao burnout, que agravam ainda mais os sintomas de depressão e ansiedade.
Dado o impacto negativo do perfeccionismo desadaptativo, o estudo sugere a importância de intervenções terapêuticas.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é frequentemente citada como uma das abordagens mais eficazes para ajudar as pessoas a reconhecerem e desafiarem os padrões de pensamento perfeccionistas. Além disso, práticas como o mindfulness podem ajudar os indivíduos a se desconectarem da pressão de serem perfeitos e a aceitarem suas imperfeições como parte da condição humana.
O estudo conclui que o perfeccionismo desadaptativo é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de várias psicopatologias. Embora o perfeccionismo adaptativo possa ser um fator de crescimento pessoal, a linha entre o que é adaptativo e o que é prejudicial pode ser tênue. O reconhecimento precoce dos sinais de perfeccionismo desadaptativo e a busca por ajuda são essenciais para prevenir o surgimento de transtornos mentais graves.
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Eu me chamo Thainá Durães e sou psicóloga clínica especialista no tratamento de mulheres sobrecarregadas e exaustas. Em meus atendimentos costumo utilizar a terapia cognitivo comportamental (TCC) e a chamada terapia do esquema para conseguir ajudar mulheres a se encontrar dentro das suas rotinas e assim, viver uma vida mais leve e feliz.
Caso isso te interesse, basta enviar mensagem no número (91) 99241-2604 que estarei contente em te receber nos meus atendimentos.
Thainá Durães é Psicóloga Clínica e organizacional com especialização em gestão de projetos e pessoas (FGV) e terapia cognitivo Comportamental (PUC-RS). Também tem formação em inteligência emocional (Search Inside Yourself), Mestranda em Comunicação, Linguagem e Cultura e Instrutora de Mindfulness (UNIFESP).


